Geada-Islâmica
Segunda-feira, Dezembro 06, 2004
  The End

O Geada-islâmica foi descontinuado. Até que a curva se desfaça e, de repente, o caminho seja encontrado novamente.

O registo permanecerá, possivelmente até que regresse do esquecimento algures.

PAX.


 
Sábado, Novembro 13, 2004
  Kaffiyeh

Mourid Barghouti é um poeta palestiniano que vive no exílio há 38 anos:

«Israel não autoriza o regresso dos palestinianos nem depois da morte. Há caixões de palestinianos que viajam em aviões, pousando de aeroporto em aeroporto sem nunca serem autorizados a desembarcar. Chamamos a isto a maneira palestiniana de viajar pelo mundo»
 
Quarta-feira, Outubro 20, 2004
 
Idiossincrassias

Cronologicamente falando:

- O Governo cria uma "Central de comunicação"
- Um Ministro afirma que vai "investigar" o porquê de determinada opinião da qual não gosta.
- Marcelo Rebelo de Sousa termina os seus comentários semanais devido a eventuais pressões.
- Uma assessora do Primeiro-Ministro critica o Expresso por ter "insinuado" que este dormiu uma sesta.
- Um animal afirma que "uma limpeza" será necessário no DN madeirense.
- Um Ministro insinua que o Governo deveria "controlar de perto" a RTP.

Se isto não é uma acção concertada, então não percebo como determinados mentecaptos chegam a lugares de poder neste país.
Se fôr uma acção concertada (que eu pessoalmente prefiro) a culpa só tem uns ombros sobre os quais pode cair: Jorge Sampaio.
3 meses! 3 meses apenas. Atenção aos próximos capítulos...
 
Terça-feira, Setembro 28, 2004
  Democracia Mundial

Na ideia de que as eleições nos EUA afectam todo o mundo, em betavote é possível votar para o futuro presidente dos EUA. Na maioria dos países, Kerry ganha por grande vantagem (em Portugal por exemplo Kerry ganha com mais de 98% dos votos); o curioso é que na votação dos EUA, Kerry ganhe com 70% dos votos, em cerca de 30000 votantes.
O Geada Islâmica não ficaria bem consigo mesmo se, nesta sondagem, não indicasse quais os países em que Bush ganha: Azerbeijão, Brunei, Congo, Iraque, Coreia do Sul, Líbia, Ilhas Maldivas, Mauritânia, Monserrate, Níger e Papua Nova Guiné.

 
Quinta-feira, Setembro 09, 2004
  Meridianos

" As divindades masculina e feminina, Izanagi e Izanami, de pé na fonte flutuante do céu, atiraram a preciosa lança celeste para o mar que havia em baixo. No lugar onde a lança se espetou a água salgada coagulou numa ilha, onde ambos dormiram juntos. Mais tarde Izanami deu à luz as ilhas do Japão, bem como as divindades da Natureza - montanhas, rios, árvores e plantas." - mito da criação do Japão.

" Na mitologia Nihom Shoki, os homens e as mulheres são irmãos de tudo o que existe na Natureza. O Homem não exerce qualquer domínio sobre a Natureza, porque faz parte dela. Não pode ser dono de outras criaturas, porque são todos membros da mesma família." - princípio basilar do xintoísmo japonês.

" Assim Deus criou o Homem à sua imagem [...] macho e fêmea os criou [...] e Deus disse-lhes: sede férteis e multiplicai-vos, enchei a terra e dominai-a; e dominai os peixes do mar e os pássaros dos céus e todos os seres que se movem na sua face." - princípio basilar do pensamento cristão.
 
Terça-feira, Setembro 07, 2004
 
Rio Salpicado

Confesso que me perturba. Dúvida existencial. À minha frente permanece o Rio. O cheiro não engana. As gaivotas anunciam, com o seu chorar característico, a proximidade com o Mar.
Plantados, sem ordem nenhuma, aparebem os pequenos barcos, como que largados e abandonados. Como chegarão os marinheiros a suas embarcações? Pedirão às gaivotas, sendo estas já inquilinas dos seus barcos?

Confesso também. Tomo-o como hermafrodita. Nunca distingui entre Rio e Ria. Neste momento talvez o devesse tomar como Ria: calma, ligeiramente ondulada, mas impenetrável na sua côr cinza. Em tempos ouvi que os marinheiros realmente tratavam-no no feminino.




 
Quinta-feira, Setembro 02, 2004
 
Ida e fuga

A ida a uma urgência de um Hospital revela-nos muito acerca do funcionamento de uma comunidade.
Como elemento agregador de todos os que se encontram na sala de espera temos a dôr. Física, quando somos nós próprios os doentes, ou "psíquica" quando esperamos notícias de pessoas próximas.
A mim, custa-me muito mais a segunda: por saber o grau de dôr que sinto e daqui a inexistência da ansiedade do desconhecido e porque a permanência numa sala de espera leva-nos sempre a requalificar aquilo de que padecemos como um "mal menor" perante o rol de acidentados/doentes que vão (quase ritmadamente em crescendo) passando à nossa frente.
A dôr psíquica é outro caso. A espera por notícias de terceiros, sobre algo que desconhecemos o ínicio e desfecho, leva-nos para um período espaço/tempo não-linear.
Na última experiência, a "dôr" foi levada a um extremo: a leitura repetida dos " 5 sinais de cancro" , as conversas "casuais" sobre doenças várias entre pessoas igualmente casuais, as crianças insuportáveis, o choro dos bebés doentes. A cada chamada pelo altifalante (omnipresente e omnipotente, ora libertando da espera ora condenando a mais espera), olhos ao alto, alguém se levanta, e o silêncio. O silêncio interrogante. "O que terá?" "Parece-me bem." "Pelo andar tá em sofrimento.". No entretanto lá vemos uma criança que até parece ter ficado contente por ter um braço engessado, um homem que vai a mancar.
3 horas de espera. Nada de grave. Pobre dos que ficam para trás.
 
Quarta-feira, Setembro 01, 2004
  Ondas



poucas. Nada que não fosse esperado já. Quanto à sistemática colagem por parte dos "falsos moralistas hipócritas" do direito à escolha como sendo uma obrigação à IVG nada resta dizer.
A mim faz-me recordar . Quando a Indonésia, ao abrigo de uma pseudo preservação territorial, não permitiu a entrada do Lusitânia Expresso até às proximidades de Timor, graças à presença de dois (!) barcos de guerra, não houve quem não considerasse terceiro-mundista. Nessa altura, numa atitude de resistência passiva, lançaram-se flores ao mar. Também agora recomendo que se lancem flores.

***

Já agora: dele já nada espero (quem se esquece das suas origens ideológicas também deve esquecer as suas competências), mas o "nosso" presidente não é também Chefe Supremo (!) das Forças Armadas? Não tem "poderes" para retirar os barcos?
 
Terça-feira, Agosto 03, 2004
  No final

tudo se resume à Luz. No momento de tristeza é a Luz que nos levanta. No momento de alegria é a Luz que o confirma.
Meandros iluminados pela Luz. Caminhos por percorrer que dantes não existiam, rios de pensamento que, barragens fortes tentaram impedir... se iluminam à custa da Luz.

 
Quarta-feira, Julho 28, 2004
 
Fogo


Possivelmente, a reacção natural mais ambígua. Foi a nossa maior conquista (muitas vezes esquecida devido "às fogueiras portáteis" que proliferam), mas muitas vezes está associado às maiores desgraças.

Cientificamente falando, a sua definição é: um processo de oxidação, rápida e auto-sustentada, de gases que se ejectam de um combustível.


O fogo, tem no entanto outros significados. Desde ceremónias religiosas fúnebres ( "... cinza às cinzas
terra à terra..." , à cremação hindu), a outras iconografias cristãs (o espírito Santo está representado pelo fumo, o inferno como as chamas eternas).
Desde sempre o fogo esteve associado às vitórias militares ou à queda de grandes impérios, como se o fumo dos incêncios levasse consigo o aviso da conquista. Veja-se o exemplo de Roma, para sempre imortalizada no mito de que Nero cantava perante o declínio da sua cidade. O Reischtag, que ao arder, permitiu a Hitler inflamar a população contra os comunistas.

"Era uma vez o fogo. O fogo laranja, voraz. Caminhando como o mar pela terra, pelas casas, floresta acima (floresta não, pinhal, eucaliptal, mas floresta não), pela copa das árvores, pelo chão, pelos carros, pelas pessoas, pelos animais. O fogo não tem dono, é indomável, é livre. O fogo não tem moral. É imune a moralismos e preconceitos. O fogo não tem o entendimento de coisas como o bem e o mal. [...] Amoral. O fogo é lindo de ver. Ao longe. Muito ao longe."


 
Quarta-feira, Julho 21, 2004
 
A marcha
 
inexorável do Tempo foi re-iniciada. O Geada-Islâmica bem tentou: duplicar a velocidade do Tempo, alegar insanidade dos novos senhores do Poder, mensagens subliminares para o Presidente da República. Tudo falhou. Resta-nos esperar. Ambicionar nada.
 
Terça-feira, Julho 20, 2004
 
Pegadas I
 
Faz hoje precisamente 35 anos que o Homem realizou aquele que é o seu maior sonho. O Homem pôde pela primeira vez olhar para o Céu para se encontrar a si próprio.  
A presença humanóide deixou de ser uma propriedade exclusiva da Terra. A meta, a Lua, deve ter sido das primeiras visões que o ser Humano ancestral teve. Como tal, a sua conquista significou a unificação de um passado já perdido: tal como à 6 milhões de anos também "nós" pretendíamos chegar lá.
Neil Armstrong personificou duplamente duas das maior ambições de qualquer um: ser astronauta a andar na Lua e ter o previlégio de ficar imoralizado na História.
 
It's a small step for men, but a giant leap for mankind
 
A nossa pegada na Lua teve origem numa "guerra" (de que outra forma poderia ser?). O progresso Científico, realizado numa década foi inimaginável, só podendo ter sido realizado, como um esforço de "guerra".
Podessem todas as Guerras dar origem a um pegada como a Apollo 11 deu.
 
Domingo, Julho 18, 2004
 
Index Librorum Prohibitorum 
 
Foi um livro oficial da Igreja Católica Apostólica Romana durante 400 anos. É um livro onde estão inscritos os autores e obras literárias que foram considerados heréticos e imorais. Um bom católico deve pugnar pela sua exlusão. Permanece, aliás, como pecado que um Católico Romano leia livros que sejam ofensivos/injuriosos para a fé e para a moral.
O livro deixou de ser publicado depois do Concílio Vaticano II, basicamente por razões operacionais: deixou de ser possível ler todos os livros.
Encontrei uma versão fantástica, típica de um alfarrabista.
 
 
Idades
 
No princípio, Cronos criou Homens da Idade do Ouro que nunca envelheciam. O trabalho, a guerra e a injustiça eram desconhecidos. Esses homens viriam a tornar-se espíritos guardiões na Terra. Depois, na Idade da Prata, quando os homens perderam a reverência pelos deuses, Zeus castigou-os e sepultou-os para a eternidade entre os mortos. A Idade do Bronze, foi um tempo de lutas intermináveis. Após um breve interlúdio de uma idade heróica de chefes divinos nas suas ilhas dos Abençoados, chegou a infortunada Idade do Ferro. Mas pior do que isso aguardava ainda a humanidade, um futuro de homens
que nasciam senis e de decadência Universal.
 
Sábado, Julho 17, 2004
 
Silêncio
 
tem de ser quebrado. Por forma a que o que foi dito aqui continue a ter sentido. E por vezes, para total surpresa para nós próprios, aquilo que dizemos está parcialmente desfasado da realidade, pois com o nosso silêncio ocultamos realidades que se encaixariam perfeitamente nas conclusões que pretendemos alcançar. 
O Geada-Islâmica reconhece que errou. Não propositadamente, mas errou. E para repor a verdade histórica:
 
- Existe um Muro bem próximo de nós. Bem mais próximo do que o Muro Israelita.
- Igualmente, pode ser encarado como um Muro civilizacional: pobres para um lado, ricos para outro. Igualmente, pretende separar um país do outro. Igualmente, coloca  frente a frente
nações com religiões diferentes. Há tempos, por quase nada, quase deu em acção militar.
- Este Muro é em Ceuta. Enclave espanhol em território marroquino. O Muro de Ceuta tem  8 metros de altura.
- A parte realmente má, é que as despesas da sua construção foram (ao contrário do Muro israelita já está concluído há muito) totalmente suportadas pela União Europeia.
 
Sendo o Geada-Islâmica contra qualquer divisão (física ou não) entre populações, não podia deixar de evidenciar e esclarecer, o porquê da posição tão apagada e demagógica da UE em relação a outros Muros existentes por esse Mundo:  a carne é fraca!

 
Quinta-feira, Julho 15, 2004
  Ontem

deu para ver a anoitecer. Fixando um ponto, conseguia-se destinguir a penumbra a cair sobre nós, reparando, aqui e ali, numa certa aragem fresca que parecia avisar o que estava para chegar. 
Domingo, Julho 11, 2004
  Imperdoável

é o mínimo. Dando razão aos que nada esperam da classe política, e pior, aos que quando esperam, nada acontece. Sem querer cair numa comparação, que seria sempre mal vista, digo: o Professor Sousa Franco, servidor da causa pública, tendo sido ministro da República, ao falecer, originou 2 dias de luto nacional. Maria de Lurdes Pintassilgo, Primeira-Ministra, igualmente servidora da causa pública, nem simbolicamente (declarando luto nacional num Sábado e num Domingo) teve direito. Terá sido por não pertencer a nenhum partido político? Ou o Governo de Gestão nem isto pode gerir? Ou (como já suspeito) o nosso PR não pertence a este país?
Pois o Geada-Islâmica, não esquece a sua irreverência e disponibilidade. Como tal fará o seu próprio "luto nacional".  
Sexta-feira, Julho 09, 2004
  Les Tomate

ou a sua ausência. Tal como tinha já referido mais abaixo, já tinha a convicção de que Jorge Sampaio, não iria marcar eleições. O Geada-Islâmica, tentando fugir às questões pessoais, às quais Ferro não conseguiu escapar, empurra toda a teatrada para uma imoralidade. Vejamos:

Não vos escondo que gostava que estas comemorações ocorressem num clima internacional e nacional mais optimista e confiante, de maior auto-estima e esperança.

Não ignoro, não podemos ignorar, que os tempos têm sido difíceis para Portugal e para os portugueses, que se instalou um negativismo que gera apatia e resignação que, não obstante o peso das razões que o induzem, tenho, empenhadamente, procurado combater.

[...]
A história registará razões e erros e julgará a decisão que conduziu a uma intervenção militar, assente numa contestada doutrina de guerra preventiva e sem a legitimadora cobertura das Nações Unidas.

[...]
Só mediante uma nova atitude afirmativa, empreendedora e valorizante, poderemos tornar-nos parceiros úteis e contribuir para modernizar a imagem de Portugal no mundo.

[...}
Por mais necessárias que se lhes afigurem as medidas orçamentais que aplicam, sobretudo quando puderem assegurar a desejável consolidação das finanças públicas, os responsáveis políticos serão, sobretudo, avaliados pela visão estratégica e pela qualidade e alcance das políticas de reforma que, efectivamente, realizem.

Mas as reformas não são neutras. Traduzem princípios, valores, modelos, objectivos. Exigem a coragem da escolha. Fundamentam e distinguem as alternativas. Avaliam-se pela eficácia e rigor na sua execução e, sobretudo, pelas consequências e efeitos que produzem.

[...]
mas quero, também, dizer, de modo muito claro que temos de olhar, resolutamente, para a frente. Não podemos ficar prisioneiros do passado. Há mais vida para além da discussão estéril sobre culpados e inocentes. É preciso avançar na solução dos problemas.
- Discurso de Jorge Sampaio pelas comemorações do 25 de Abril de 2004 (Comunicação à Assembleia da República)

Este discurso foi feito à 3 meses. TRÊS! Em que era mais que visível o apontar de erros significativos por parte do PR ao Governo.
E no momento, em que lhe é entregue de bandeja, a oportunidade, de permitir a auscultação de quem manda, esquece-se do seu passado, esquece-se qual a base eleitoral que o elegeu por duas vezes. Porquê esta traição à SUA esquerda? Eu não compreendo esta neutralidade fútil e robótica do cargo de PR. Sendo assim o que diferencia uma personalidade de outra?

É por isso que isto é bem mais real do que à primeira vista parece. 
Terça-feira, Julho 06, 2004
  Arroz do A.

250g de arroz carolino
lata de 10 salsichas
2 colheres de sopa de Ketchup
cebolas
alho
cominhos, pimenta branca, oregãos
azeite e sal não refinado
jornal do dia anterior


Cortar a cebola de forma indiscriminada e vigorosa. Depois de o fundo do tacho estar coberto da mesma, regar convincentemente com azeite. Levar ao lume (brando) o tempo suficiente até a cebola ganhar tonalidade dourada. Entretanto lavar arroz convenientemente (2x passado por água). Deitar água na cebola de forma a não queimar.
Diminuir o lume ao mínimo. Cortar o alho em pequenas porções. Atirar alegremente para o tacho. Deitar 2 mãos de sal (sem medo). Meia colher de sopa de cominhos, 1/6 colher de sopa de pimenta e 1/4 de colher de sopa de oregãos. Verter o ketchup. Entornar um pouco de água e deixar apurar a um lume mais forte. Lançar o arroz. Tapar o tacho. 15 a 20 min ao lume, sendo que no entretanto se cortam e despejam as 10 salsichas (previamente passadas por água quente). Atenção à quantidade de água no tacho.
Desligar o fogão. Buscar jornal e envolver completamente o tacho com o mesmo. Nada de receios: várias folhas para cobrir o tacho. Esperar 10 min. Retirar invólucro de jornal.
Servir juntamente com cerveja preta em caneca funda. 
Domingo, Julho 04, 2004
  Nirvana VIII

A eterna melancolia. O Sol espraia-se entre sombras e janelas. Reflexos da memória. Calor do pensamento volátil. Respiração que permite o cálculo da distância a que troveja. Melancolia triste que arrasta uma percepção física do corpo. Esquecido, o braço permanece adormecido. Sentado à janela do comboio, a cadência das imagens e dos sons, leva-nos longe. Triste a sina daqueles cuja memória não ajuda a percorrer caminhos, encruzilhadas e perturbações.
Melancolia alegre que nos leva a brincar com os dedos, a fazer brincadeiras com os pés. Naqueles imensos momentos em que relembramos que gostaríamos de ser fotógrafos, em que achamos que conseguimos “aquela” fotografia. A preto e branco. Revigorante, as risadas solitárias: ridículos internos, situações irrepetíveis não declaradas.
Assim se faz o caminho até à próxima estação.

O oitavo Nirvana é dedicado a David Attenborough. Por mostrar que nada nos põe acima dos restantes habitantes deste planeta. Pelo contrário.
 
"...então cometeu-se o maior crime contra a humanidade. O pecado, diga-se uma vez mais, essa forma por excelência de automaculação do homem, foi inventado para tornar impossíveis a ciência, a cultura, toda a elevação e distinção do ser humano; o sacerdote domina, graças à invenção do pecado." Nietzshe

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